Sexualidade – Parte 1
Hoje o sexo se compra e vende em qualquer lugar. Falar de sexo é isso, “falar” (mesmo que esta frase pareça óbvia), que é diferente de experimentar com outra pessoa, dividir, explorar corpos, o não tempo, aproveitar, descobrir, comunicar etc. O Sexo nos convida a viver o momento em um universo que já estamos, mas ninguém nos prepara para isso. Então, quando ficamos expostos aos que não vendem e que pouco tem a ver com a experiência humana.
Entre tudo que se fala e o que acontece realmente é um abismo, e com isso, pode-se instalar a solidão em nós. O sexo por si só é uma linguagem, e nada melhor que usar as palavras para aprofundar o aprendizado (que é bem diferente que apenas falar superficialmente). Procurar um interlocutor ou parceiro que facilite a expressão livre das nossas dúvidas, desconfortos, dificuldades, gostos etc é um bom começo.
Lucila Haus, uma psicóloga e sexóloga clínica nos ajudar a esclarecer algumas dúvidas.
“A sexualidade acompanha as pessoas desde o nascimento até a morte, passando por todas as fases de desenvolvimento. Pela sexualidade, expressamos a nossa personalidade e manifestamos nossas ações, já que ela desempenha um papel fundamental na vida social e pessoal do ser humano.
Como sabemos, muitas pessoas vivem a sua sexualidade como uma fonte de prazer, enquanto para outros é geradora de conflitos, conhecida como disfunção sexual. Portanto, as dificuldades que ocorrem em qualquer estágio do ato sexual (desejo/ excitação/ orgasmo/ resolução) que impede que um dos dois ou o casal aproveitem a atividade sexual é chamado disfunções “.
Então: Qual é a sexologia?
É uma disciplina científica que sistematiza o conhecimento e práticas relacionadas ao sexo e a sexualidade, principalmente considerando os aspectos biológicos, psicológicos, sociais e culturais de uma pessoa.
Como é na hora de consultar um profissional as questões culturais?
Hoje, as pessoas estão mais encorajadas a fazer perguntas, de fato, existe uma espécie de moda ir “sexólogo”. Claro que existem ainda em alguns lugares, onde, por exemplo, ir ao psicólogo, é um tabu e ainda o escondem, porque os outros podem pensar que você está louco. O mesmo vale para a sexóloga, mas sempre fica aquela pulga atrás da orelha, “o que vão dizer”….
Quais são as disfunções sexuais mais comuns?
Os mais comuns são:
Para os homens:
A disfunção erétil (dificuldade em atingir ou manter uma ereção)
A ejaculação precoce (dificuldade ou falta de controle voluntário da ejaculação produzida no momento da penetração, ou antes dela)
Em mulheres:
Anorgasmia (inibição ou ausência de orgasmo, após um período normal de excitação e apropriado).
Vaginismo (contração involuntária das paredes da vagina que impedem a penetração)
Em ambos:
Falta de desejo (transtorno se manifesta pela ausência ou pobreza de fantasias sexuais e inibição do impulso para a realização de atividade sexual)
Muitas vezes, as pessoas chegam para uma consulta achando que tem uma disfunção sexual, quando na realidade elas precisam de uma orientação ou informação.
Também se deve levar em consideração que o transtorno sexual pode ser um sintoma a mais dentro de uma síndrome ou uma doença que está começando (como por exemplo a perda do desejo sexual, que pode indicar o início de uma depressão ou hipertireoidismo) por conta disso, é necessário descartar as possibilidades orgânicas.
Por que e quando as disfunções sexuais podem ocorrer em uma pessoa?
As razões e quando uma pessoa começa a sofrer de disfunção sexual são muito particulares e subjetivas. Mas no geral podemos dizer que existem fatores psicossociais que predispõem ao aparecimento, como inadequada ou falta de educação sexual, as primeiras relações traumáticas, nascimento, infidelidade, perda de emprego, idade, ansiedade, culpa, antecipação do fracasso, má comunicação, mitos sexuais, estresse etc.
Mais informações, pode se consultar por e-mail: sexologia.consultas@gmail.com
Fotos: http://lucilacummins.blogspot.com

