Cadê o glamour?
Os americanos são craques em construir fantasias e expert em destruir o glamour. Estou em Orlando, na Flórida, e durante uma visita a uma das lojas da rede Target me deparei com uma prateleira repleta de vinhos, assim como encontramos em qualquer lugar do mundo. As garrafas de vinho sempre me chamaram a atenção e, por não entender tanto assim da bebida, acabam sendo relevantes nas minhas escolhas. Os vinhos mais caros não necessariamente têm as garrafas mais bonitas, mas de uma forma ou de outro mostram seu charme logo no recipiente.
Eis que após admirar as centenas de garrafas que enfeitavam o corredor, me chamou a atenção diversas caixas em forma de cubos que ocupavam quase que 40% da área reservada aos vinhos. Pois é, foi aí que conheci o Wine Cube. Já tinha visto no Brasil vinhos em caixas ao estilo Tetra Pak, bem parecida com as caixinhas de leite. Mas sabemos que esses vinhos em caixas no Brasil não são para serem apreciados. Na maioria das vezes os vinhos são doces ou extremamente secos para serem usados em receitas.
Porém, o Wine Cube é para ser degustado sim e por esse motivo tem tanta diversidade, tanto em relação ao tipo de uva como de tamanho. Eu comprei uma opção que mistura Cabernet Sauvignon e Shiraz e outra que traz a uva Merlot. Há caixas grandes que correspondem a quatro garrafas de vinho e caixas menores que representam duas garrafas. Além das caixas-cubos, há ainda a versão caixinha – ao estilo suquinho de merenda escolar. Pois é, tem até uma explicação de como tomar na caixinha.
Dentro da caixo-cubo uma bolsa de plástico com tampa, onde está a bebida. Uma apresentação bem estranha, principalmente quando estamos nos referindo a uma das bebidas mais estudadas no mundo e apreciadas em taças. Sem falar, nas milhares de técnicas criadas para aprimorar cada vez mais a elaboração do liquido de Baco. A invenção do Wine Cube é um tropeço na trajetória do vinho. A marca é exclusiva das redes de supermercados Target.
Vocês conseguem imaginar, renomados enólogos provando o vinho na caixinha ou derrubando um saco de vinho em uma taça de cristal. Nada a ver, não é mesmo? Praticidade tem limites. Cadê o glamour e a frescura que tanto amamos?

Marjori





Maaaa…
e você gostou da sua “caixinha”? como era o vinho? bom??
xxx
Podem enfeitar o quanto quiserem as caixinhas mas vinho tem que ser na garrafa!
Será que isso vai pegar???
Bom você pode falar para sua amiga dos vinhos fazer um PE (Post Especial) e nos atulizar deste assunto. Agora se vai pegar, sabe que praticidade e quantidade é com americano mesmo. Vou esperar o contraponto da sua amiga. Beijos
Olá Maria Camila e Ricardo, aproveito para responder aos dois.
Para o Ricardo, tenho que confessar que provei o vinho e não gostei. Na realidade não é tão ácido ou de baixa qualidade como eu imaginava, mas é um vinho pouco encorpado. Seria mesmo para – no máximo – fazer uma graça entre os amigos, entregando caixinhas em vez de taças!
Maria Camila, já a sua pergunta eu não sei responder com precisão, mas espero que não pegue não. Vamos continuar saboreando o gosto e glamour do vinho, não é mesmo?